10/04/2006 23:33
Texto de Stella Florence, retirado do site da revista Criativa
Uma amiga sua começa a namorar e, como que por encanto, desaparece. Passa-se
um mês, dois, três. Você pergunta sobre ela aos amigos em comum e ouve, de
todos, a mesma resposta: "Sabe como é: namorado novo...".


Você já viu esse filme? A paixão romântica é mesmo avassaladora: quando entra em cena não sobra espaço para mais nada e ninguém. Amigos? Família? Trabalho? Fica tudo em segundo plano, ainda que temporariamente.


Mas a paixão vai embora rápido, o amor se instala pacífico e profundo e é aí que se tem de voltar para a vida, voltar a ir ao cinema com os sobrinhos, voltar a se dedicar a algo que transcenda e equilibre, voltar a fazer novos projetos de trabalho, voltar a encontrar os amigos. Só que essa volta é difícil. Indecisa, a pessoa começa a enferrujar. E pior: leva o relacionamento junto.


Vejo casais que namoram há apenas três ou quatro meses brigando por picuinhas, enchendo seu fim de semana com vibrações pestilentas, implicando até com as unhas do papagaio da cunhada. E por que isso? Por causa da conta.


Quem se submete a um namorado ciumento, inseguro ou infantil, daqueles que exigem exclusividade doentia (o que significa "seus amigos não prestam"), vai, mais cedo ou mais tarde, cobrar essa conta do parceiro. Seja Amélia ou Betty, a conta vai ser cobrada através de uma crônica falta de desejo, uma irritabilidade sem razão aparente ou uma súbita má vontade quanto àquele churrasco no feriado.


Há ainda as pessoas que cortam os amigos de sua vida não por exigência do parceiro, mas por livre e espontânea vontade – vontade de se mutilar.


Seja qual for a motivação, não é possível abdicar de algo fundamental impunemente. Amor, amigos, trabalho, família são compartimentos que precisam ser constantemente regados, caso contrário começam a sugar vitalidade dos vizinhos. Se você, por exemplo, corta os amigos da sua vida, esse compartimento fica seco e puxa umidade do que está sendo mais regado, nesse caso, o do amor. Isso significa que o compartimento-amor vai ressecar por
conta dos sedentos que estão ao seu redor. Não se iluda: é impossível manter um oásis no meio desse deserto.


E não adianta fazer uma espécie de megairrigação, juntar todo mundo apenas no seu aniversário e abrir os braços. Além de haver alguns amigos que não têm nada em comum com outros, seria inútil tentar extrair de uma única noite o afeto equivalente a um ano inteiro de amizade.


Em resumo: deixar os amigos de lado por causa de uma relação amorosa é um atentado contra essa mesma relação, pois a felicidade só é possível com todos os compartimentos da vida regados com equilíbrio.


Manter seus amigos por perto e deixar seu parceiro livre para que ele mantenha os dele é mais do que inteligente: é a chave para a manutenção de um relacionamento saudável. Portanto, da próxima vez em que seu namorado quiser tomar uma cerveja com os amigos dele, desfaça essa cara emburrada e vá rever os seus próprios amigos. Agora, se for seu namorado quem estiver com a cara emburrada, então dê essa crônica para ele ler. Quem sabe? Tentar não custa nada.

enviada por Lucy



18/12/2005 23:26
Nooooooossa, faz tempo que eu não posto. Vamos lá, porque depois do "Colplay Mood" muita coisa aconteceu. Mas vamos falar de futuro. O ano está quase acabando, temos aí mais duas semanas. E este mês, apesar de muito estressante está sendo bacana. Espero que continue assim. Estou pensando no ano que vem, nas coisas que quero realizar e em como esse ano foi diferente pra mim, no sentido de ter aprendido muito.

Antes de chegar o final do ano e nem sei se terei tempo pra isso vou fazer um check list das minhas decisões de ano novo, para ver o quanto eu cumpri elas e quem era eu no começo do ano e quem sou eu agora. Let's go!

1)Manter a paz e o equilíbrio interior. Se possível, atingindo o nirvana existencial - minimizando qualquer ponto negativo da vida
Olha, acho que eu até fui bem nessa questão. Fiz o curso de filosofia no começo do ano, depois teve a acumpuntura... o ano não foi fácil, mas acho que está dando tudo certo. E eu consegui voltar ao meu lado otimista sim de ver as coisas. Isso está OK

2)Fazer uma poupança ou um investimento para poupar - e não gastar - meu rico dinheirinho
BOMB! Nada de poupança e nada de não gastar o dinheiro com porcarias. Tentei, é verade, mas coloquei TV a cabo, comprei celular, mexi no meu guarda-roupa... Bom, essa fica pro ano que vem!

)Me tornar uma mega empresária do mundo internético (hehe) Digamos que não me tornei, mas estou no caminho. Os planos estão fechados, vamos ver o que sai. O importante é que eu consiga me desenvolver nessa área, e ser sim uma empresária internética!

4)Viajar para no mínimo dois lugares que eu nunca fui na vida
Bom não foram dois, foi apenas um: BUENOS AIRES. A capital chicana é o máximo e esse foi outro ponto da minha vida que me ajudou a crescer este ano. Adorei, sem palavras. Para o ano que vem tem mais viagens planejadas. Quem sabe eu não realizo meu grande sonho de ir pra Itália?!

5)Fazer muitos novos amigos. Conhecer pessoas bacanas com as quais eu possa trocar coisas. Estou sentindo falta de novidade
Nossa, foi bacana esse ano pra amigos. Tem duas meninas bacaníssimas novas, fora outros que andei conhecendo por aí. Mais do que checado, mas ainda faltando. Vou manter a mesma linha.

6)Fazer alguma atividade para ajudar o próximo. É muito triste quando a gente só pensa no nosso próprio mundinho, não olha em volta e não auxilia quem precisa de uma mãozinha
Isso foi feio. Acho que não ajudei ningué, deliberadamente, digo como em uma instituição outr coisas do gênero. Mas acho que quando ficamos mais maduros essa situação vai melhorando. E é um pensamento que não vai sair da minha cabeça para 2006.

7)Ser feliz o máximo que eu puder: aproveitar o que a vida tem de bom e não encucar com as possíveis decepções com as pessoas. Acima de tudo, aprender melhor a lidar com as frustrações. Isso é muito difícil... mas eu nunca gostei do fácil mesmo.
Nossa, esse ano aprendi a me divertir com as coisas novamente, de uma forma diferente. Músicas, filmes, momentos, o show do Pearl Jam... foi tudo bem bacana, muitos momentos felizes sim. Quando às frustrações, ainda não estou muito boa com elas, afinal acho que esta é a parte mais complicada da vida. Mas dá pra mudar o rumo e procurar outras visões pra tudo. Gosto do difícil sim, é verdade, porque eu sou intimamente uma guerreira, gosto de conquistas. Mas este ano aprendi a dar valor ao que é fácil... Nem sempre uma batalha é a melhor maneira de valorizar alguma coisa.

Bom acho que o saldo está positivo. Vamos ver em 2006. Tem um pensamento muito forte em mim para este ano: encontrar o ESPECIAL guy, o Mr. Big deste meu momento. Quero muito que ele seja italiano, e alto, e com tatoos e com barba por fazer e com um cabelo lindo e que seja boa gente, bem humorado, feliz, com caráter e o mais importante de tuuuuuudo - incapaz de me magoar. Porque desta onda, sim, estou completamente fora.

Ufa, é isso. Até o próximo post... com as resoluções de ano novo. Kiss, kiss, bang, bang!
enviada por Lucy



20/10/2005 00:49
In a Coldplay mood
Esse tempo, chuvoso; essa ventania, essa umidade... tudo em plena primavera. Me deixa melacólica. Profundamente. Nas minhas lembranças, setembro e outubro eram meses de aquecimento para o torpor do calor no verão. Mas tal como esse ano, cheio de desastres naturais, éticos e de duras mudanças, a primavera, talvez outrora a mais terna estação do ano, tenha resolvido mostrar suas garras. Ou melhor, suas gotas. Parece outono. E os outonos, ainda que em Nova York, são um pouco melancólicos.

Por esses e outros motivos, que não cabem aqui (nem merecem esse espaço), segue uma das mais belas canções de Chris Martin e sua banda, o Coldplay. A bela letra e o som psicodélico de "A Warning Inside" grudam na cabeça. Quem quiser baixar, basta dizer aque está no álbum A Rush of Blood to the Head.

A Warning Inside
A warning sign
I missed the good part then I realised
I started looking and the bubble burst
I started looking for excuses

Come on in
I've got to tell you what a state I'm in
I've got to tell you in my loudest tones
That I started looking for a warning sign

When the truth is
I miss you
Yeah the truth is
That I miss you so.

A warning sign
You came back to haunt me and I realised
That you were an island and I passed you by
And you were an island to discover

Come on in
I've got to tell you what a state I'm in
I've got to tell you in my loudest tones
That I started looking for a warning sign

When the truth is
I miss you
Yeah the truth is
That I miss you so

And I'm tired
I should not have let you go

So I crawl back into your opening arms
Yes I crawl back into your opening arms
And I crawl back into your opening arms
Yes I crawl back into your opening arms
enviada por Lucy



02/10/2005 15:08
Segue aqui um texto de uma escritora que tem coluna no site de CRIATIVA. Ela chama Stella Florence. Este foi um dos textos mais bacanas que ela escreveu atualmente e calha direitinho com alguns momentos de nossa vida de teimam em passar. Segundo ela, é porque nada passa...

Nada Passa
Onze da noite. Toca o telefone. É uma amiga, arrasada depois de um encontro que deveria ter sido bom.

- O que aconteceu?

- Ele parecia uma pedra de gelo, Stella. E ainda me disse: 'Você ficaria bonita mais magra'. Está doendo tanto...

- Ah, querida, não fica assim: você é linda! E vai superar esse babaca, você sabe que vai passar. Depois de uma hora desligamos. Vesti meias de lã. Tomei um copo de chá. Devolvi os livros para a estante. Guardei a roupa passada. Fiquei assim, indo de um canto para outro sem saber exatamente o que me atormentava. Então, a ficha caiu.
É mentira. A maior mentira que nos contaram - e que nós, piamente, acreditamos - é essa, a de que tudo passa. Nada passa. Passa coisa nenhuma.

A gente aprende a viver com as escaras, aprende a colocar ungüentos nos talhos fundos, conhece outras pessoas que são como bálsamos sobre as nossas feridas, mas elas, as sanguinolentas, as danadas, as malsãs, elas não passam. Uma mulher é uma chaga sempre aberta. Um homem é uma ferida sempre exposta. Nada passa.

Sentimentos? Eles se transformam em outros sentimentos, mas não passam. As pessoas que você amou, nunca te causarão indiferença (indiferença, o oposto do amor), sua única certeza é que você sempre vai sentir algo quando as encontrar - algo bom ou ruim, muito bom ou muito ruim. As pessoas que te menosprezaram, te usaram ou simplesmente te rejeitaram, continuam, cada qual com sua adaga, perfurando seu amor-próprio, dia após dia, umas mais, outras menos.

Somos todos, homens e mulheres, mestres no fingimento, na dissimulação, no recalque, mas a verdade, meus caros e minhas caras, a verdade é que nada passa. Por isso você vê uma mulher histérica ao pegar uma cebola podre no supermercado, por isso você vê o homem agindo como um primata no trânsito, por isso seu chefe estoura sem razão, por isso você teve uma crise de choro durante aquele filme, por isso as pessoas têm chiliques inexplicáveis: porque nada passa e nós precisamos de válvulas de escape.

Um colega da oitava série, chamado Fernando, olhou para mim em novembro de 82, e disse: 'Nossa, como você é gorda'. A ferida continua aberta.

Peguei um namorado transando com outra na área de serviço. Eu não disse nada, apenas dei marcha ré ouvindo o eco dos seus beijos pelos azulejos sem cor. A ferida continua aberta.

Dias atrás - exatamente dezessete de setembro -, eu, pela primeira vez em trinta e oito anos de vida, consegui gozar transando com um homem. Fiquei radiante: eu nunca havia alcançado o orgasmo durante a penetração, nem sabia o que era isso! Além do mais, ele me pareceu uma pessoa absolutamente adorável, do tipo que eu gostaria de encontrar muitas outras vezes. Mas ele não me procurou - ou escreveu - nem mesmo para dizer 'não'. Não é uma palavra bonita, mais bonita do que silêncio. A ferida continua aberta.

Fica sempre um pouco de tudo, escreveu Drummond, às vezes um botão, às vezes um rato. Se você me vir tendo um chilique ao pegar uma cebola podre no supermercado, já sabe o que é: são as cócegas malditas dos meus malditos ratos. Porque nada, nada passa.

Stella Florence
enviada por Lucy



29/08/2005 23:05
Vai acabar em pizza
Eu evito falar de assuntos como política e economia aqui, porque este espaço é dedicado à reflexões menos pesadas... no entanto: a situação atual da política brasileira é deplorável.

Como é que Lula, Dirceu e companhia têm a cara de pau de agir como se nada tivesse acontecido?? É impossível acreditar nisso. As malas de dinheiro, todo o desvio de recursos das estatais, os milhares de reais que foram para paraísos fiscais, os "acordões" entre os partidos nanicos pagos por Delúbio (um ser desprezível)... Por favor, ignorar isso é chamar o povo de burro, idiota, humilhar o monte de gente que acreditou no PT "cor de rosa" proposto por Duda Mendonça nas eleições que colocaram no poder o Lula e a Marta (aqui em São Paulo... e Deus sabe o caos que isto nos custou).

Eu sempre olhei com muita desconfiança o governo do PT desde a posse de Lula. Nunca militei por partido nenhum, muito menos por esse, por ter uma crença particular de que a política no Brasil é toda errada, não importa quanto de boa vontade se tenha. Particularmente com o PT, tenho muitas divergências de idéias, acredito que o partido é paternalista, assistencialista, legitima minorias ao invés de favorecer um todo. Enfim. Divergências a parte, eu estava torcendo para que o governo desse certo, afinal é nosso país.

Mas o que se vê a cada dia, do show de Robert Jefferson aos milhões de dólares do Valérioduto, passando pela cara de pau extrema do repugnante Delúbio e, por fim, pela arrogância, prepotência de José Dirceu, é um circo dos horrores. Aqueles deputados todos disputando a atenção das lentes para mostrar quem ataca mais e aparece mais para a mídia, é tudo humilhante demais para quem paga impostos, aguenta violência, falta de assistência médica, enchente, educação de quinta categoria nas escolas públicas...

E faça-me o favor, enquanto isso Lula promove Arraial na Granja do Torto, Dona Marisa torra o cartão de crédito do Planalto (3 mil reais no cabelereiro das estrelas), afirma que não precisa estudar para ser presidente, e constrange a gente diante do mundo a cada discurso esdrúxulo com metáforas que poderiam ser ditas por alguém na sexta série. A última que eu ouvi - "pode-se cortar uma rosa, duas ou três, mas não se pode impedir a chegada da primavera..."

Bom, estou um pouco revoltada com essa palhaçada de governo. Se quer roubar, que pelo menos faça direito e não deixe a gente descobrir. Aquele Severino nojento, querendo aumentar o salário dos deputados enquanto temos mais de 2 meses de greve na previdência...

Que me desculpem os petistas, simpatizantes da turma do Dirceu ou qualquer um que legitime o governo Lula: estamos numa situação pavorosa, diante de um partido que mais parece uma quadrilha, na qual o plano era perpetuação de poder, uma espécie de ditadura velada para não perder o controle do país. O PT demorou tanto para chegar no poder que tinha obrigação de ser mais ético, melhor, mais eficiente do que todos. Fez exatamente o contrário, provou ser fraco diante do poder, corrupto, ineficiente para administrar. A política de educação é pífia, bem como a de saúde.

Torço muito para que tudo não acabe em pizza, para que não se sele esta história com mais dinheiro vindo Deus sabe de onde. Quero que esse governo repugnante acabe logo, que o PT seja extinto e que as pessoas decentes do partido se livrem da lama que tomou conta da legenda. Tenham a coragem de abrir um novo grupo. Tem muito lugar ao lado do PSOL.
enviada por Lucy



07/08/2005 23:26
Single and Fabulous

Faz uma semana que estou com uma gripezinha chata. Não sei se por causa da fragilidade causada pelo influenza, mas passei a semana mais sensível. Daí que você fica incomodada com coisas que antes não incomodariam, em um estado de saúde inalterado.

Sem grandes dramas. Não sei se porque este ano estou parada, sem estudar, depois de anos e anos fazendo só isso, que eu fica me questionando sobre o meu prsente e sobre o meu futuro. O que eu quero fazer? Como fazer a diferença, fazer alguma coisa que realmente importe? No que mais eu posso melhorar??? Interrogações...

Ao mesmo tempo, não sei se estou ficando mais cética ou mais dura, mas tem um monte de coisa que eu "deixava passar" antes, mas que agora incomodam mais. Não quero mais amizades que só sugam da gente... acho que o que eu mais sinto falta ultimamente é cumplicidade. Apesar de estar cercada de pessoas boas, falta um cúmplice, seja um amigo, seja um amor. Essa cumplicidade pra tudo eu encontro hoje apenas nos meus pais. E talvez por isso tenha passado mais tempo em casa, com preguiça de sair pra tentar procurar lá fora alguém que possa ser o cúmplice que eu preciso.

Estamos no mês de agosto; posso contar que foram oito meses de descobertas depois de dois anos imersa em pouco tempo de êxtase e muitos dias de dor. Calma, nada de pânico: depois de ver sonhos desmoronados, eu tive que esperar purgar tudo pra poder construir de novo. Mas hoje, sinto que a construção disso está muito mais difícil do que era antes... na época da inocência. Eu chamo de época da inocência porque era quando eu acreditava em quase tudo, talvez uma distorção da realidade.

Isso não significa que eu me tornei uma pessimista. Por um tempo fiquei pensando assim, até que todas as dores se curassem e os hematomas sumissem. Mas não é nada disso. Fui, vivi e aprendi. É passado. No entanto, faz 8 meses que eu não me interesso por ninguém de verdade. Sabe quando tem alguém que realmente faz com que você fique pensando em ser uma pessoa melhor??? Então...

Pra dizer a verdade, é duro ver todo mundo crescendo emocionalmente (bom, pelo menos deveriam...) enquanto eu estou estagnada. E daí fico pensando, pensando...

Descobri por esses dias que eu sou uma HUNTER. Explico: me dei conta de que eu vou lá e caço as minhas "presas". Acho que todas as vezes que eu gostei de verdade de alguém foi quando eu destaquei aquela pessoa da multidão de todas as outras e fui atrás de conquistá-la. Tem gente que me chama de turrona; e geralmente eu coloco como objetivo nada que seja muito fácil. Tem que ser trabalhoso, tem que ser aquilo que todo mundo quer, tem que ser o melhor... é isso, o melhor. É um grau de exigência de mim para mim mesmo que as vezes parece absurdo. Olha que até eu mesma acho isso. E nesses oito meses parece que a coisa aqui dentro foi endurecendo, endurecendo, endurecendo...

Daí eu fico me lembrando de que quando eu era adolescente, pensava em amores daqueles quase parisienses, com amplas varandas, música de fundo... um vento batendo, o calor da manhã e uma pessoa cujo charme misturaria cultura, simplicidade, paixão pela vida, sinceridade, virilidade e uma proposital timidez. E antes que se pense que eu pretendo sair apenas com modelos de capa de revista ou propaganda de cueca, esclareço... não é nada disso que eu estou falando...

Voltando ainda aos sonhos adolescentes, esses meus amores parisienses seriam muitos, sabe... e aconteceriam meio assim magicamente, sem ter tantos desencontros, como acontece com as pessoas que estão destinadas umas às outras... e isso existe, acredite. Mas não... não foi assim... pelo menos não é... e eu vivo atualmente com uma sensação enorme de deslocamente... estou deslocada, fora do lugar onde talvez estariam os meus "iguais"... ser diferente é legal, mas você carrrega sempre uma sensação de solidão.

Daí que nã há nada demais em mulheres serem sonhadores, em quererm um Ewan McGregor cantando "I Will love you until my dieing day...", como em Moulin Rouge, ou um Johnny Depp, totalmente fora do padrão mauricinho, que será apresentado aos seus pais com aquela rebeldia inerente, mas um olhar mais meigo do que se pode esperar...

Não devemos parar de sonhar e nem esconder que a subjetividade é uma característica que cai muito bem no mundo feminino. O problema é que esse modo de viver está totalmente fora da realidade dos dias de hoje. Nem eu mesma, que protestava tanto contra meu romântismo a la José de Alencar, e que estou aceitando-o agora, consigo visualisar um abiente onde essa maneira de ver o mundo não seja destruída. É sério.

Fico aqui no cantinho, então pensando, se não seria melhor ficar na janela, quietinha, esperando aquela pessoa super bacana aparecer... porque parece que quanto mais a gente espera por ela, pra mais longe ela vai. E daí toca a gente ter que ouvir as baboseiras de quem se julga superior por ter um "namorado" falar como se soubesse mais da vida ou tivesse mais conhecimento apenas pelo fato de dividir os lençóis com alguém. Isso, sim é irritante.

Mas se você quer saber qual é meu maior medo, ele é o de não apresentar pra minha avózinha uma pessoa legal de verdade, que vá tratar ela bem, que vá querer ouvir as histórias dela sobre o sertão Nordestino, sobre o casamento aos 13 anos, sobre os 13 partos... sobre ser avó de um bando de netos. Esse é meu maior medo... maior do que não fazer nada relevante pela humanidade, nem de conseguir colocar mais ética e fraternidade nas pessoas com o meu trabalho de jornalista (ainda boêmia e não estrela).

Ahhhhh... turbilhão de palavras e de sensações.

Uma vez li num horóscopo desses vagabundos de revista teen que quem é "de Peixes" sempre se sente meio um "peixe fora d'água". É assim sabia... ora penso que sou sonhadora demais, que sou voraz demais, que estou fora do ritmo ou que o meu ritmo é mais lento. Exijo muito das pessoas, me decepciono com elas, tolero milhares de outras coisa, mas quando fecho a porta, é muito difícil de abrir de novo. Acho que com o passar dos dias vou ficando mais e mais dura, fechada.

Enfim... amor existe de muitas formas... quando a gente se sente mais sensibilizada, sentimos que ele faz falta. Acho que estamos sempre muito ocupados pra fazer coisa pelos outros, pra deixar um pouco de bom sentimento fluir em troca de... nada... Não estou falando de homem, mullher, nada disso... estou falando de pessoas... Tanto se fala de amizade, de família, de romance... mas tudo volta para a palavra que eu mencionei acima - cumplicidade...

E daí que aqui na minha cama, esperando meu corpo se recuperar a influenza, estou pensando e pensando sobre a vida e o que eu desejo dela. Pensando em como realizar meus sonhos e me soltar das amarras que ãs vezes se colocam sobre mim. Sejam postas por mim mesmo ou pelos outros, eu tenho que tirá-las e seguir sempre em frente.

Eu quero um comanheiro sim, mas eu quero o MELHOR que tiver, eu quero o brilho nos olhos, as mãos quentes, o cheiro que fica na lembrança dias a fio quando penso nele. Não estou sozinha; estou à espera... tenho que gritar isso bem alto, porque minha massa não foi feita para aderir a qualquer um apenas para ter um par do lado. Tem que ser muito ESPECIAL. E se isso significa ficar aqui, sábados sozinha, semanas passando... é a minha vida. E vai ser glamouroso... até que o sonho se torne realidade. Porque aquela imagem de adolescência está aqui no meu presente me norteando...

Hugs,
Srta. Lane
enviada por Lucy



24/07/2005 00:06
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo na porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece a razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Costuma ser despertado mais pelas flechas do cupido do que por uma ficha limpa.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referências. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.Você ama aquele petulante.

Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco, você a levou para conhecer sua mãe e ela foi de blusa transparente.Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina o Natal e ela detesta o Ano novo; nem no ódio vocês combinam.

Então? Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante que o LSD.Você adora brigar com ela e ela adora implicar com você.Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste.Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário, ele escuta Egberto Gismonti e Sivuca.Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha.

Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue despacha-lo.Quando a mão dele toca sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? Não pergunte para mim.

Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais.Gosta dos filmes do Woody Allen, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.É bonita.Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar.Independente, emprego fixo, bom saldo no banco.gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo.

Com um currículo desse criatura, por que diabo está sem um amor?Ah, o amor, essa raposa! Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática:eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC.Ama-se justamente pelo que o amor tem de indefinível.Honestos existem aos milhares, generosos tem as pencas, bons motoristas e bons pais de família, ta assim ó! Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é...

Dráuzio Varela
enviada por Lucy



29/06/2005 21:52
Não sou muito de acreditar em azar, zica, mau agouro, essas coisas todas. Mas estas últimas minhas semanas estão batendo o recorde. Em especial está, que tem apenas 4 dias hoje e está se mostrando um verdadeiro desastre.

O cronograma de acontecimentos ruins, péssimo e horríveis seguiu assim:

-Dia do Fantasma da Ópera, 15 de junho: A apresentação foi linda. Só que na fileira de traz tinha 1500 aborrescentes de uns 13 anos, riquinhos metidos a besta que obviamente não pagaram ingresso pra entrar (custa uma bica) e falaram durante todo o primeiro ato.

Quando eu cheguei em casa descobri que o rádio do meu carro tinha sido roubado. O carro, que fica com meu irmão às quartas, teve a porta toda amaçada. O ladrão super legal ainda despejou todo o conteúdo do meu extintor de incêndio dentro do pobre carrinho. Conclusão: estou sem rádio há 3 semanas.

-Meu irmão perdeu o documento do meu carro. Bom, pelo menos era com ele que estava por último. Isso faz uns dois meses. E descubri feliz que pra tirar outro eu preciso pagar todos os possíveis débitos que o carro tenha. No meu caso, isto inclui 3 multas do ano passado, duas parcelas de IPVA esquecidas e mais umas coisas que somam míseros 904 reais! Vocês já conseguem ver minha cara de felicidade agora? Ainda não... calma, tem mais.

-Diante da despesa do carro, do rádio, apareceu uma nova. Essa semana, que começou com um encontro com o ser inominável (casualmente) na cabine de Guerra dos Mundos (o pior homem do mundo depois do Bush e do Bin Laden, na minha opinião), foi se revelando uma tragicomédia. Ao tentar usar o celular pra avisar o povo do trabalho que o filme-mala do Spielberg (aviso: não esperem muita coisa) demorou pra acabar, descubro que não tenho linha. Meu celular de 2 meses de idade está sem funcionar.

-Ao chegar em casa e ligar (pela milésima vez) para a VIVO (com quem já falei muito por conta de outros problemas), descubro que o BANCO esqueceu de avisar que eu paguei a conta do telefone (que foi uma facada). Conclusão: 30 dias depois eles cortaram a minha linha e por pouco meu nome não vai para o SPC. Olha que ótimo. Tive que sair correndo pro banco com a conta velha (que graças ao bom Deus eu guardei) e pagar de novo, já que o débito anterior não tinha sido efetuado.

-Pro telefone funcionar de novo, tive que aguardar 48 HORAS!!! Esperneei, reclamei, briguei, mas não pude mudar este fato, em plena semana de São Paulo Fashion Week, com mil pessoas tendo que falar comigo.

-Se não bastasse isso, a minha TPM (que melhorou muito) está e matando. Passei o final de semana mais irritado de todos os tempos, grunhindo até pra planta. E comecei a semana me sentindo o ser mais abandonado do mundo. Logo mandei um email "por favor me papariquem" para as minhas amigas. Mas acho que todas estavam de TPM tbém.

-Terça foi dia de outro brinde dos céus. Como eu disse, caro leitor, ainda tem mais. Estava a caminho do trabalho, ia chegar cedo e tudo, quando meu carro começa a sair fumaça. Por uma intervenção do meu anjo da guarda, que deve estar em batalha com a maré de azar do momento, meu carro aqueceu em uma rua pertinho de casa, sem muito movimento. De repente, dois motoqueiros pararam do lado pra me ajudar. Outra sorte. Eles foram legais e empurraram meu carro do meio da rua. Liguei pro meu pai e fiquei com aquela cara de "meu, não acredito".

-Resultado da fumaceira: o termostato do pagunlelê queimou e não estava refrigerando o carro. Meu pobre veículo se rádio, com a porta amaçada, recém limpo da agressão do extintor e sem documento foi de novo, pela quarta vez em 1 mês, para a oficina mecânica. Olha que ótimo. Claro que mais esse gasto contribuiu para eu passar a terça tendo falta de ar cada vez que lembrava de quanto estava sendo meu prejuízo. Daí pra me acalmar, meu irmão me contou a história de um cara que morreu de enfarte fulminante aos 34 anos. Obrigada por ajudar, irmãozinho!

-O trabalho continua. Estou atolada. Hoje, quarta, tinha acumpuntura. Fiquei 40 minutos esperando no consultório, com aquele nó no peito por conta das coisas que andam acontecendo e desejando virar um porco-espinho, com mil agulhas. Fui embora sem a médica me atender. Ao que parece ela estava em uma reunião muito importante. E eu tinha o primeiro dia de fashion week pra colocar no ar. Excelente!

-No trabalho, sou recebida com a notícia de que a internet está uma porcaria (que novidade). Mal ligo meu computador e percebo que sou uma das 4 felizardas pessoas que estão com um pau indecifrável no messenger o qual me impede de conectar ou acessar meu email no hotmail. Fiquei da 1 e meia até às 4 da tarde esperando alguém resolver. Milhares de tentativas depois e nada. Pra piorar, o texto que eu tinha que usar ficou no meu email do hotmail, com cópia no yahoo, ambos sites bloqueados pela maravilhosa Ed. Globo. Atolada de trabalho e produção zero.

-Ao mesmo tempo percebo que meu celular não está funcionando direito. Ora, passaram as 48hs, ele toca, faz barulho, mas quando eu atendo a pessoa que me ligou não me ouve. Não é excelente???? A essa altura o meu ódio era tanto que eu não sabia se ligava pra Samsung pra reclamar ou pro Help Desk da Editora pra xingar alguém. Fiz os dois.

-O cara da Samsung me falou que nada podia fazer, depois de ter me obrigada a fazer um cadastro de 10 minutos no qual só faltou perguntar meu signo. Desliguei o telefone depois de falar com a Assistência técnica que me informou que demora 3 dias o concerto. Meu dia já estava acabando e eu não tinha feito praticamente nada.

-Bom, agora para fechar com chave de ouro... quem não teve pena até agora, pode sentar para chorar de rir ou de piedade. Cheguei em casa há poucos minutos. Fui ver meu cachorro que tomou toda a chuva da noite e está parecendo um pano de chão. Em dois segundos, MEU GLOSS caiu em CIMA do cocô (desculpe o detalhe) mole do meu cachorro. E ficou NOJENTO.Não tive coragem de tentar salvar. Peguei pela pontinha e joguei direto no lixo. Ele estava na metade. Estou com a cara mais estúpida do mundo neste momento.

Portanto, espero que termine logo a semana, o mês, seja lá que raio de coisa tenha colado no meu karma e feito ele ser uma cópia da lei de Murphy. Não tem a mínima graça ser sacaneada todos os dias da semana em seguida. Por fim, estou aceitando doações: quem tiver um rádio, dinheiro, um extinto ou mesmo um gloss que queira doar, pode passar pra mim. Obrigada.

Ps-Só pra ser Poliana, vou olhar o lado bom das coisas:
1)os motoboys foram super legais; podiam ser aqueles do mau e ter me assaltado;
2)Não tinha nenhum CD meu no carro, principalmente os do U2 que andam sempre comigo. Seria um golpe duro demais;
3)O gloss que caiu na sujeira do meu cachorro foi o mais barato que eu tinha. E eu nem gostava tanto assim dele. Era da Contém 1g, e eu não vou mais comprar essa marca. Ainda bem que não foi o do Boticário.
3)Meu celular está funcionando agora. Tomara Deus que tenha sido apenas um mal entendido e que ele fique assim pra sempre.
enviada por Lucy



22/05/2005 20:37
Este final de semana foi o mais chato dos últimos tempos. Além de eu estar MEGA cansada por causa das coisas do trabalho, o tempo ficou frio, choveu e eu passei os dois dias com cólica. Saco! Muito, muito chato mesmo.

Às vezes eu fico pensando em como as mulheres de séculos atrás lidavam com suas TPMs. Por exemplo: se na Idade Média elas tinham muita dor, mudanças de humor ou vontades esdrúchulas de comer alguma coisa, será que eram julgadas bruxas e condenadas a morrer na fogueira? Se tinham ataques de irritação ou choro, acontecia de serem renegadas por seus maridos ou abandonadas em castelos frios e enormes?

E Cleópatra, a rainha do Egito: será que sua fixação por cobras era apenas um reflexo do descontrole hormonal que a atingia "naqueles dias"?

Não sei como elas faziam ou mesmo sobreviviam. Eu estou farta da minha TPM. Protestos!!!!
enviada por Lucy



19/05/2005 23:28
As seis coisas tipicamente femininas:
Comprar roupa em liquidação e nunca usar,
Tratar os namorados como pais
Tratar os maridos como filhos
Dar conselhos sobre coisas que jamais conseguimos resolver
Ter ciúmes residuais
Sentir culpa (de tudo e pelos mais variados motivos)

As cinco categorias das "Alterações"
- Particulares: relacionadas às diferenças nada básicas entre homens e mulheres;
- Interiores: íntimas - como os desagradáveis encontros com o espelho de manhã e com o ginecologista, a hora que for;
- Públicas: resultam da exposição de seu corpo, o qual nunca parece satisfatório;
- Domésticas: fazem parente rimar com serpente e a vida em família;
- Alterações diversas: como a dor e a delícia de ter uma secretária eletrônica, de ler a previsão de seu signo, de viajar em férias etc.
- Aquelas coisas incríveis que pensávamos quando nos apaixonamos...

Entendendo (ou não) as mulheres:
"Só mesmo uma mulher para compreender as razões que movem o universo feminino. Algum homem deixaria de fazer sexo porque não se depilou? Claro que não! Pois elas deixam de fazer milhares de coisas gostosas pelos motivos mais estranhos. Deixam de sair porque não sabem o que vestir. Deixam de comer tudo para emagrecer um pouco. Deixam de encontrar um amigo querido porque o namorado o odeia. Deixam até de usar o próprio sobrenome para usar o do marido!"

A bula da mulher alterada:
"Se você está ansiosa por uma paixão, obcecada por conseguir um bom marido, preocupada em ser boa mãe, inquieta por estudar alguma coisa útil, transtornada para participar de coisas interessantes, culpada por trabalhar fora, estressada por se exigir conquistas profissionais e desesperada para se ver jovem, magra e sem celulite, você é normal. Mas provavelmente é uma mulher alterada!"

*Os textos foram tirados de livros da cartunista argentina Maitena. Qualquer semelhança não é mera coincidência. Para saber mais sobre ela acesse Perfil: Maitena e suas "Mulheres Ateradas"
enviada por Lucy



15/05/2005 22:38
E Deus criou a perfeição, para nós mulheres...







Clique aqui e confira a galeria de fotos completa
enviada por Lucy



27/04/2005 23:20
O aeroporto fica à pouco mais de 30 minutos da capital, como acontece em São Paulo; o trânsito é constante, bem como a agitação no centro da cidade – da mesma maneira como ocorre na metrópole paulistana. Também há buzinas, confusão e obras de concreto. No entanto, as semelhanças entre Buenos Aires e São Paulo se resumem a poucos elementos. A capital argentina é bela com seu pretenso ar europeu e extrema boemia.

Fiquei 5 dias em Buenos Aires. Foram minhas tão esperadas férias, que se tornaram quase uma novela. Fui compensada por dias de céu azul, temperatura agradável e muitas descobertas. Posso dizer o nome de praticamente todas as pessoas com quem falei: Victor, o choffer do translado até o hotel, Gustavo, o gerente do Waldorf, Pablo, colega de andar, Rosario, a guia portenha que falava português (ou pensava que falava...). Além de apreciar o charme europeu decadente de Buenos Aires, conversar com as pessoas que vivem o cotidiano da cidade foi um grande atrativo.

O “portunhol” de quinta foi dando lugar a um espanhol que se fortificou nos dias seguintes. Lembrei até como se diz feijão em castelhano – frijoles – quando conversava com José, garçom de um restaurante de Puerto Madero que tentava entender porque os brasileiros tinham que pedir arroz e feijão pra comer o tal “bife de chorizo”.

Por falar em comida, devo enfatizar que se come muito bem em Buenos Aires. Isso me deixou muito feliz e, para ser sincera, demorei a me acostumar com o fato de que um prato me deixaria sempre empaturrada. Não raro, os restaurantes têm meia porção em seus cardápios. E se alguém for fanático por carne e batata frita, deve viajar para a Argentina imediatamente: de cafés a lanchonetes, passando por restaurantes italianos ou de frutos do mar – todos servem o famoso bife de contra-filé (chorizo) com batatas fritas (as papas fritas). Confesso que enjoei um pouco da combinação...

Meu hotel era bem no centro. Duas ruas abaixo da famosa Calle Florida, espécie de galeria a céu aberto que concentra 2000 lojas em cima de um calçadão. Estive lá todos os dias. Minha rua se chamava Paraguay e na esquina de baixo tinha um pub (olha como me perseguem). Eles não cobram consumação pra entrar, mas também não tem banda tocando clássicos do U2 lá dentro.

Buenos Aires é toda plana. Tem ruas “anchas” ou largas – como a 9 de Julio (a mais “ancha del mundo” anuncia a guia do city tour) e carros muito velhos. A explicação me foi dada por Mariel, a vendedora da loja de “cueros” na qual eu enterrei meu cartão de crédito: quando a paridade peso-dólar existia, era mais barato importar tudo e por isso não havia indústria nacional que conseguisse enfrentar a concorrência dos produtos estrangeiros. Em conseqüência disso, a Argentina quase não tem fábricas. Comprar carros – na maioria brasileiros – é para poucos, na atual situação do país.

O drama enfrentado pelos argentinos com relação a sua condição econômica pode ser visto na cara das pessoas. Perto de nós, brasileiros, eles parecem tristes. Mas na verdade são apenas fechados ou sisudos. Muitos foram aqueles que em conversas desabafaram falando da situação negra pela qual o país passou recentemente. Eles estão com o orgulho um pouco ferido, isso é fato. Fazer “sala” para turistas não é o forte dos portenhos; em alguns momentos eles pareciam incomodados com o fato de que o mundo todo jogava na cara deles a impotência de fazerem o mesmo. Mas, de modo algum, pode se dizer que o argentino é rude: ele pode ter sido arrogante, no passado, quando o peso tinha o mesmo (falso) poder do dólar. Pelo menos para mim, eles pareceram muito compenetrados, centrados em si mesmos, mas loucos para desfrutar a vida, tal como nós brasileiros fazemos de uma forma a qual nem percebemos. Acredite, é bem assim.

Existem muitas pessoas pedindo dinheiro nas ruas, principalmente onde os turistas são maioria. As crianças que pedem “monedas” são insistentes e até podem te coagir. Deve-se ficar esperto com bolsas e máquinas, porque como eu mesma percebi, brasileiros, ingleses, mexicanos ou qualquer tipo de turista salta as olhos dos argentinos. Eles sabem que você não é de lá antes mesmo que abra a boca.

Por falar em estrangeiros e argentinos, minha observação (superficial) notou que as brasileiras são muito mais bonitas que as argentinas. Elas se vestem de maneira conservadora, apesar de estarem alinhadas usando lenços, casacos e cachecóis. Em matéria de moda, as portenhas precisam urgentemente da criatividade brasileira... nosso estilo se destacava, afinal decotes, roupas justas e assessórios eram outra maneira de nos identificar. Já os argentinos me pareceram mais “guapos” (ufa, ainda bem!). A imensa maioria deles usa aquele penteado mullets estilo Xororó, tal como vemos nos jogadores de futebol. Quando não é assim, estão carecas. A explicação novamente me foi dada por um argentino durante conversa: por causa do frio, os homens usam muito boné e chapéu. A umidade do frio no coro cabeludo faz com que os homens da capital sejam muito mais calvos do que aqueles que moram no campo e convivem menos com a tal umidade, por exemplo.

Ainda falando dos homens portenhos, observei que eles são magros e, muitas vezes altos. O alto que eu digo é algo em torno de mais de 2 metros de altura! São também elegantes e perfumados. Sejam executivos ou estudantes, eles caminham pelas ruas com roupas alinhadas e olhares discretos.

Os argentinos são tímidos. Alguns arriscaram piadinhas de caráter engraçadinho comigo, mas foram minoria. Eles olham bastante, mas mesmo passando no meio de um bando de homens será difícil escutar aqueles adjetivos tão comuns ouvidos aqui (gostosa, delícia, popozuda, etc). Ainda bem. Mais um ponto a favor para a cidade.

A boemia de Buenos Aires está no centro velho, com suas milhares de lojas, teatros e cinemas, como também nos cafés, conhecidos como confíterias, ou nos restaurantes que colocam suas mesinhas na calçada. Estes existem aos montes... e deixam nós, paulistanos, rachando de inveja. Lá os argentinos se encontram para beber café, capuccinos, Quilmes, ou água com gás (aeeee) sentados de fronte para praças limpíssimas e muito bonitas. Os argentinos mostraram ter mania de limpeza. Ao caminhar pelas ruas notei muitos vidros sendo limpos, vassouras se agitando, latas de lixo tampadas e, veja bem, ninguém jogando lixo no chão. Praças não tem plástico ou bitucas de cigarro espalhadas em meio a grama. Afinal, é lá que os casais da cidade se deitam para namorar, as moças se juntam para conversar, os jovens vão para tomar sol, ler ou passear com o cachorrinho.

Vi muitas mulheres sentadas nas mesas aproveitando suas horas completamente sozinhas. Jovens ou senhoras, elas estavam em todos os restaurantes que fui, em todos os horários que estive. Sinceramente, achei isso o máximo. Aqui no Brasil fazemos tudo aos pares: almoço, cafézinho, sorvete... as portenhas me pareceram independentes e seguras de sim, diferentes da imagem “novela mexicana” que eu tinha na minha cabeça.

Enfim... cinco dias foi muito pouco para conseguir aproveitar 10% do que a cidade tem a nos oferecer. Só que já foi suficiente para eu sentir saudades da minha terra, do jeito brasileiro de se relacionar e até de falar português. A boemia inerente e a conservação das milhares de construções centenárias enche os olhos. Tudo é muito rebuscado e combina perfeitamente com o ritmo que rege a cidade – o do tango.

Os artistas de rua que dançam em ritmo sensual por quase todas as partes da cidade dão o tom da vida em Buenos Aires. A sanfona que toca insistentemente “La Cumparcita” – famosíssimo tango de Gardel – serve para reger o flutuante vai-e-vém das pessoas. Como definiu uma argentina com quem fiquei conversando no balcão do café, os brasileiros são como o samba: alegres, mesmo quando não têm nada. É uma alegria nata, adequada com o samba, mesmo quando este fala das dores nacionais. Já o tango é melancólico, fala dos dramas da alma e das insatisfaçóes da vida. Os argentinos demoram a se dar por satisfeitos e enquanto aqui nós sambamos pra lidar com os percalsos da vida, lá eles sentam, escutam o som lamentoso das sanfonas e choram.

Na hora de embarcar de volta para casa, tive que apelar para o óculos escuros. Olhar pra cima e pedir logo para o momento do embarque chegar. Sabe quando a gente olha pra cima a fim de evitar a lágrima de cair? Fiquei triste de partir. Estava me afeiçoando à cidade. Estava quase aderindo ao estilo do tango... Apesar de não saber quando exatamente, voltar a Buenos Aires é plano certo no meu futuro.


Lugares que você não pode deixar de ir... por Lu

Café Tortoni
É o café mais antigo da cidade, criado em 1878. Resume todo espírito de Buenos Aires: a boêmia rebuscada. Desde as cadeiras até as cortinas, tudo é mantido como foi criado. Nas paredes, fotos que mostram a construção da cidade. Num canto, sentados em uma mesa, estão Jorge Luís Borges, Carlos Gardel e Afonsína, figuras idolatradas na Argentina. Trata-se de bonecos de cera, os quais à primeira vista parecem ser pessoas de verdade. No fundo, mesas de bilhar. Do outro lado, o melhor da minha estada em Buenos Aires – o show de tango. O café oferece apresentações que fogem daquelas criadas para turistas. No domingo, vi a banda (piano, violino, sanfona e baixo), um cantor vestindo terno risca de giz e um casal de dançarinos. Foi maravilhoso. Emocionante. Só assim para sentir o que o tango significa na cultura argentina e como ele é dramático, desesperador, sensual. Detalhe: fui cantada pelo cantor de tango. Imperdível, imperdível, imperdível.

Brocolino
Diante de tantos e tantos restaurantes especializados em carnes, minha primeira sugestão de comida é um lugar especializado em massas. É uma delícia. E não é caro. Fica numa rua chamada Esmeralda, perto da Calle Florida. Eu pedi talharim ao molho Maradó – nome dado em homenagem adivinhem a quem... Protelei pra pedir este prato, mas o funghi e a combinação de azeitonas e tomate me venceram. Gostei tanto que fui lá sábado e domingo. Delicioso!

Florida Garden
Cafés em Buenos Aires tem aos montes. Quase tanto quanto taxi circulando (35 mil carros por lá). Exageros meus à parte, você pode tomar café a qualquer hora do dia. Esses lugares, chamados Confiterias, servem pratos quentes, saladas e doces, além de bebidas variadas – de vinho a cerveja. Este, especificamente, é um dos melhores e mais tradicionais da cidade. Fora que o café vem com um prato de biscoitinhos viciantes maravilhosos. Eu fui todos os dias e era um dos meus lugares preferidos. O vidro que cerca o lugar vem bem a calhar, porque assim dá pra ver o movimento masculino na rua.

Recoleta
O bairro mais glamouroso da cidade deve ganhar uma tarde inteira (no mínimo) para ser conhecido. Tem milhares de restaurantes com mesinhas na calçada, cafés, sorveterias (a Freddo fica lá) e lojas de grife. Se parece com o nosso Jardins aqui, só que mais limpo, organizado e bucólico. Tem uma praça bem grande em frente ao cemitério onde está enterrada Evita. Ao lado do cemitério tem uma linda igreja, chamada Nossa Senhora do Pilar. Mais abaixo, há outra galeria toda estilosa. Lá tem mais restaurantes, incluindo um Hard Rock Café, e mais lojas. Super charmoso. Nas ruas do bairro é possível encontrar lojas Cartier, Louis Vitton, Armani... e um hotel maravilhoso cujo quarto custa (o mais barato) a bagatela de 480 dólares, para o casal. Vale uma foto.

Calle Florida
Quer comprar “cueros”? Vá lá. Cashmeres ou cachecóis? Também. Alfajor Havana, chaveiros, camisas do Boca Juniors, peles, suvenirs, roupas da Zara, livros e tudo mais que sua mente puder imaginar. São 2000 lojas e um shopping lindo, chamado Galerias Pacífico, nos quais tem de tudo, em todos os preços. Depois de muito pesquisar pela cidade, cheguei à conclusão de que as melhores oportunidades de comprar e pechinchar estavam lá, há duas ruas do meu quarto de hotel.

Plaza de Mayo
É onde fica a Casa Rosada e mais um monte de prédios históricos. Tudo extremamente bem conservado. A praça também é muito bonita e arrumada. Há grande circulação de gente. Alguns metros antes do palácio do governo, tem uma barreira de ferro que a polícia fecha quando há manifestação.


Puerto Madero
Por fim, na minha lista de prioridades para passear, está este bairro criado em 1994 pelo governo Menén. Com investimento privado, reformou-se um monte de galpões e docas defronte um anal que dá no Rio da Prata. O espaço se tornou um centro gastronômico elegante (caro também, se comparado com outras partes da cidade). O canal que divide os dois lados do bairro não tem cheiro algum (ohhh, mais uma para deixar nós paulistanos morrendo de inveja) e fica todo iluminado. Programa típico dos enamorados, mas também escolha agradável para um sábado a noite, onde é possível ver senhores, crianças, jovens andandando despreocupados pela margem do rio, até altas horas da madrugada. Um programa que precisa ser feito.


E você pode ir ainda...

- Ao Ateneu
Livraria mais do que estilosa que fica na Calle Florida e tem outra filial na Avenida Corrientes. É super aconchegante, enorme, e mostra como o hábito de ler é um dos preferidos dos argentinos. Fora que o ambiente é muito mais gostoso do que a nossa Saraiva, por exemplo, que pra agora parece a fast food das livrarias

- Galerias Pacífico
É um shopping lindo. Nem tem cara de shopping. Do lado de fora e de dentro, tudo brilha muito, com pedra, luzes e fontes. Apesar de ter umas coisas meio caras, sabe, vale a pena conhecer. No último andar tem o Museu Jorge Luís Borges. No espaço há exposições – desta vez era do fotógrafo francês Cartier Bresson – além de uma livraria e material de informação sobre o escritor argentino.

- Caminito
Qualquer city tour que se prese irá levar o turista até esta parte da cidade. Melhor que seja assim, pois por ser uma área mais afastada do centro, não oferece tanta segurança como as outras. Caminito é o nome de uma casa de shows; nas ruas de seu entorno é que surgiu o tango, dança marginal inicialmente dançada somente por homens. Como nenhuma mulher “direita” cederia ao ritmo do tango, o jeito encontrado pelos homens foi dançar com as prostitutas locais. Essa região fica em La Boca, bairro muito pobre. As casas têm paredes coloridas, porque eram feitas, no passado, de chapas de ferro recolhidas num cais que ficava ali perto. Esse colorido marca o lugar. Lá também tem milhares de lojinhas e suvenirs pra serem comprados.

- La Bombonera
O estádio do Boca Juniors vale uma visita. Na rua, você faltalmente irá encontrar dançarinos de tango, muitas lojas do Boca e as cores do time espalhadas por todos os lados (azul e amarelo). O city tour também contempla esse passeio; o bairro, apesar de ser a casa do Boca, é muito pobre. Maradona lá é ainda mais rei do que no resto da cidade.
enviada por Lucy



30/03/2005 22:11
Muito tempo se passou até eu ter vontade de postar de novo... não que esteja em crise ou coisa do gênero. Mas tantas foram as coisas que andaram acontecendo e tão pouca era a vontade que eu fui deixando de lado este espaço de reflexão particular... mas vamos a algumas atualizações:

-ESTOU DE FÉRIAS!!! AHHHH!!! Finalmente, depois de meses de enrolação. Duas semanas que espero me deixem mais feliz e relaxada para encarar o inverno e os tenebrosos meses de frio... (o frio me incomoda muito)

-VOU PARA BUENOS AIRES!!! Finalmente de novooooo!!! Caraca, arrumar uma viagem e ir nunca foi tão enroscado. Mas hoje foi o dia que deu tudo certo. Embarco quinta que vem, para ficar 4 lindos dias.

-POR FALAR EM LINDO, eu tenho o agente de viagens mais lindo de tooooodos os tempos mundiais. Como não podia deixar de ser ele é casado. Claro. Se estivesse disponível provavelmente seria gay. Quando que um cara que fala italiano, inglês, espanhol, morou em Roma, se veste bem, é cheiroso, simpático e lindo de doer não é um GAY ferrenho? Quando ele é casado, ora essa. Ai, céus. Ou como diria a Claudia - "Deus tripudia sobre nossos ideais"

-ANIVERSÁRIO: Dia 11 de março foi meu aniversário (e de Tati, a querida gêmea amiga). Foi um dia mto mto legal. Tive atenção extra no trabalho, minha estagiária levou bolo pra mim, meu chefe me paparicou e todas as pessoas foram legais. À noite ainda teve comemoração familiar e ganhei o presente mais legal de todos os tempos. Será com ele que darei início a minha carreira de mega escritora famosa e reconhecida mundialmente (e nada modesta, hehe). No sábado tivemos uma comemoração no Na Matta Café, que é um lugar bem bacana e com uma banda super luxo. Adooorei e me diverti muito. Gostei ainda mais que todos os meus amigos queridos foram, salvo raras e desculpadas exceções - Clau, que estava trabalhando, Grazi, que estava de férias na Bahia e Tati, que tinha sua festa de gêmea para organizar.

-ALL BLACK: É pois é... passa ano entra ano e tem coisas que não mudam na gente. O All Black é meu lugar de balada preferido. É a minha casa praticamente. Eu sempre falei isso. Adoro ir lá, ainda que não saiba o porquê. Em março, fui em duas ocasiões: a primeira na véspera do meu aniversário, ou seja, quinta dia 10 e a segunda, dia 20, no domingo dia de St. Patrick. Dia 10 foi idéia da Mari e eu me diverti muito. Os meninos da banda me deram parabéns pelo microfone. Adoorei. Foi meio duro rever o Sandro, mas depois falo dele. Já no domingo, foi um dia super legal. Depois de ter ido no cinema ver "Constantine" (adaptação excelente dos quadrinhos HellBlazer, por favor vejam), dei uma passada lá. Era dia de comemorar o St Patrick e o bar estava verde... além disso, os meninos da banda estavam tocando tributo ao U2! Ou seja, era obrigatória a minha presença lá. Eles tocaram "One", "Stay" (quase morri neste momento), "Angel of Harlem"... sem palavras. Me diverti muitíssimo. Fiquei acompanhada do Léo que logo foi embora e depois do Doutor, um cara que eu conheci lá e que quer sair comigo. Foi muito bacana!

-SANDRO: Ele continua gostoso, mas também continua barman e, pior, burro. Claro que eu queria que ele fosse falar comigo. É estranho vc ficar encontrando pessoas do seu passado. No dia do meu aniversário ele me deu um abraço e um beijo de parabéns. Perguntou como eu estava. Isso me deu ódio mortal. Passou. No domingo, ele esbarrou em mim; acho que se sente um pouco incomodado quando me vê, meio sem saber o que fazer. Mas também, não tem nada pra ser feito. Ano novo, homens novos. Ainda que ele seja burro e tenha me dado o fora, eu tenho bons sentimentos por ele. Mas a vida é assim mesmo. Só sei que as pessoas seriam mais felizes se expusessem mais seus sentimentos.

-CURSO DE FILOSOFIA: É tão empolgante sair da aula com o cérebro fervilhando!!! E o Zeigler é muito gente boa, engraçadíssimo. Sem falar nos meus outros colegas de curso - a Paula, muito fofa e legal, o Nô (de Norioval), sempre sarcástico, a Clau, toda do contra e os fofíssimos Marco-lino e Lico. O primeiro é meu amigo do curso de cinema e o segundo é super amigo da Clau. Queria que nenhum deles tivesse namorada. Ave, essa é a praga do ano. Até dezembro terei uma lista de homens bacanas com namorada que eu conheci no decorrer de 2005.

Bom, resumidíssimamente é isso... A vida passa muito rápido quando a gente não se prende a sentimentos ou pessoas. Temos que aproveitar. Estou numa fase otimista. E quero permanecer assim por um bom tempo. Hasta la vista.
enviada por Lucy



26/02/2005 15:03
Ficou lindo o hot site do Oscar 2005 que fizémos na Editora!! Foi uma maratona, uma correria, trabalhei que nem uma louca! Vi todos os filmes nos horários mais estapafúrdios e tentei, ao máximo, escrever textos que fosse coerentes com o que foi apresentado.

Acho que ficou bom. Estou satisfeita e feliz. Agora vou dar uma semaninha de descanso, deixando o trabalho mais calmo e depois me mando pra novas empreitadas. E é assim que a vida continua...
enviada por Lucy



20/02/2005 02:18
Está chegando meu aniversário. Não acredito muito em previsão astral ou coisas do gênero, mas colhi algumas frases que achei sobre o signo de Peixes (o meu) e que julguei ter a ver com a minha pessoa. Quem mais fôr de Peixes (Tati, Gêmea), que se manifeste pra contar se é assim que funciona, ou não.

O tema da salvação e da perdição, a figura do santo e do louco, ambos fazem parte do simbolismo de Peixes, que está sempre na fronteira de dois mundos

É um signo mutável, realmente. Segue com os ventos, que empurram as velas do navio. Mas ele não fala, apenas acolhe, mistura todas as pessoas na festa e ela vira um sucesso

Em Peixes, tudo é grande, vasto, infinito - talvez venha daí as raízes do drama?

Peixes tende ao escapismo, pois como este não é bem seu mundo, ou tem dificuldade em encontrar um lugar claro para si nas esferas ordenadas da sociedade, termina muitas vezes optando por doar sua simpatia e amor ao que nada tem - nooossa, tudo a ver com o meu momento "me levem de volta para o planeta de onde eu vi!"

Toda essa mistura de fantasia, pressentimento, docilidade e sabedoria termina compondo um ser atraente e misterioso. Romântico como ele só, cheio de lirismo, envolve quem ama com mil pequenas surpresas - e muitas vezes escolhe mal seu parceiro, para depois sofrer - Peixes tem uma pequena queda para o sofrimento - Hahahahaah, boa. É só ver o post abaixo. Esse trecho acertou bem!

No amor, usa e abusa de seu poder de descobrir o que não é revelado - mas não para controlar, mas para ter um encontro de alma mais profundo e completo. Por ser instável como o oceano, curioso e explorador, pode não se adaptar muito bem à vida do casamento, embora seja um dos amantes mais devotados do zodíaco - Humm, interessante...

Peixes representa o mundo alternativo - este filho de Júpiter adora a boa literatura e a poesia que proporcionam a ele a oportunidade de sonhar com um mundo realmente mais misericordioso e amável

Bucólico, ama a natureza e seus diversos habitantes e ruídos - de preferência as paisagens próximas ao oceano

Signo da fotografia, do cinema, da cenografia, pois rege a ilusão e a fantasia, você acerta em presenteá-lo com uma filmadora, uma câmera de fotografia, uma coleção de filmes em vídeo - este já deu até a dica de presente de aniversário, hehehe


enviada por Lucy



20/02/2005 02:04
Ninguém vem com uma tarja na testa avisando: "cuidado, eu posso te machucar". Nem eu, nem você, nem o Papa. Mas o fato é que as pessoas, não sei se atualmente ou se sempre foi assim, estão se machucando cada dia mais. Ou serei eu, que estou cada vez mais sensível?

A vida me ensinou (do alto dos meus 22 anos - quase 23), que mesmo as pessoas legais te fazem sofrer. O problema acontece quando sua própria crença em encontrar alguém que não te faça o mesmo começa a vacilar. E se todos, amigos ou amores, fizerem você chorar de tristeza, dia desses? É um risco que vale a pena correr?

Algumas pessoas se fecham. E você percebe nitidamente o quanto elas estão deixando de viver as coisas boas da vida, já que não há uma fórmula na qual somente as coisas ruins não aconteçam, caso você decida se tornar o rei do anti-social. Eu sei bem como é isso. Você olha pra pessoa e não acredita na inércia de mover um dedo e se arriscar naquele novo momento.

Mas será que chega uma hora em que já doeu demais e o melhor é não se arriscar mesmo? Deixar somente a vida te levar, sem criar expectativas ou esperar que as pessoas sejam tão legais com você quanto você geralmente é com elas? Às vezes, machucamos os outros sem nos darmos conta, porque, claro, somo seres humanos falíveis. Triste é quando alguém te faz sofrer sabendo que poderia evitar tal sofrimento. Além disso, creio que ainda vale aquela velha máxima... "o mundo dá voltas..."

Enfim. Este post é só pra falar como as pessoas se machucam mesmo entre si. Será falta de sinceridade, de confiança? Pra mim, é duro ter a mesma crença em alguns assuntos, depois de passar por determinados acontecimentos. É como se a sua "fé" na bondade dos homens precisasse de um novo sopro pra sobreviver. Atualmente, creio que todos estão cada vez mais egoístas, e que se eu não estou assim, logo vou ficar. Como um sinal dos tempos. Relacionamentos superficiais, amizades de ocasião e expectativa zero sobre a vida retratam o futuro. E este post foi o mais pessimista que eu já escrevi.
enviada por Lucy



13/02/2005 12:56
Esse é um post bem rapidinho, só pra dar vida ao blog que anda paradinho há mais de duas semanas. Acontece que minha vida tá uma loucura e ando sem tempo para nada. Tem muitas novidades que mereciam textos corridos e bem cuidados, como minha incursão no Sambódromo por exemplo. Foi uma aventura. O carnaval foi diferente este ano, por causa disso.

De resto, anda tudo tranquilo. Os mesmo questionamentos e o mesmo sentimento de mudança e quebra de velhos hábitos. Já reparou como é difícil mudar costumes aos quais nos apegamos para manter uma certa "segurança" de vida? Ou estabilidade? Sei lá. O que preciso ainda este ano é terminar de desenvolver minha lista de objetivos ou coisas a serem realizadas. Quem sabe fico menos distraída com tudo que acontece e me concentro melhor num caminho só. Quem quer trilhar todas as estradas pode se perder antes mesmo de começar.
That's all folks! Minhas férias são em duas semanas (graças a Deus) e espero estar em Buenos Aires, curtindo um café e ouvindo tango.
Beijos
enviada por Lucy



24/01/2005 02:10
Uma das melhores coisas que tem na vida é entrar no cinema e assistir a um bom filme. Mas eu digo bom mesmo, daqueles que te deixe falando horas sobre o assunto. Ou, em um caso melhor, não te deixe nem falar, porque está muito ocupado se recuperando de tudo que aquela película te causou. Alguns ótimos filmes fizeram isso comigo recentemente... Brilho eterno de uma mente sem lembranças, Má educação, Encontros e desencontros... Este final de semana assisti a mais dois muito bons. Filmes para refletir sobre nossa existência. Segue aqui alguns poucos comentários sobre os filmes, dessa vez sem criticar ou analisar nada.

Ao som do refrão Can't take my eyes of you... can't take my mind of you Natalie Portman e Jude Law se conhecem, em Closer - Perto Demais. Filme adulto, que te prega na cadeira e te deixa com o coração apertadinho em um monte de cenas. Quem teve algum rompimento recentemente deve ir preparado. É um filme cheio de "eu te amo" e tensão sexual, mesmo que nenhuma cena de sexo seja mostrada. Você sai do cinema meio chocado, atordoado, porque reconhece que as relações humanas podem realmente ser daquele jeito.

Já para animar um pouco o coração e manter a crença no romantismo, Antes do Pôr-do-sol, com July Delphy e Ethan Hawke funciona como um bálsamo. Nada de romance bobo e idealizado a la Hollywood. Neste filme, os dois, que se apaixonaram nove anos atrás quando casualmente se encontraram em um trem que ia pra Viena, voltam a se ver. Mais uma vez, casualmente. O local é a cidade de Paris, e tal como em Depois do Amanhecer, produção que conta como eles se conheceram, o casal passa todo o tempo conversando sobre relacionamento, ambições, vida e, claro, amor.

Francesas, brasileiras, indianas, o que se pode perceber aqui na minha mente feminina é que todas as mulheres do mundo são iguais. Querem amar e serem amadas - nada mais. Idealizam o amor e se apegam a cada relacionamento que têm porque está em seus genes essa ambição. Quando Celine, a personagem de Delphy, revela que deixou sua crença no amor ficar naquela noite que passaram juntos, é impossível não pensar em como somos românticas aqui do outro lado da tela.

Ela tem medo de ser romântica como era há nove anos. Tem medo porque teve uma sucessão de relacionamentos frustrantes e se acostumou com aquilo que eles podiam lhe dar. Sem emoção e também sem sofrimento. Isso me parece muito com o que acontece hoje em dia. Com o que sinto que acontece.

A heroína também afirma que cada rompimento para ela é mais difícil de superar que o outro. Porque sempre fica alguma coisa da pessoa nela. Algo que depois ela sente saudades. Porque as pessoas são únicas e porque as mulheres tendem a ser detalhistas. Por mais que se tente apagar uma pessoa da sua vida, alguém que já passou pelo seu coração de verdade, não se consegue. O jeito daquela pessoa ficou em você, algo que nem se refere somente o que se viveu junto, mas às lembranças que caracterizam aquela pessoa quando se pensa nela.

Confesso que essa franqueza me atingiu lá dentro. Afinal de contas, não sei quanto às outras, mas eu sou assim. Sempre tentei e ainda tento relutar em admitir meu lado romântico. Sou cética e por vezes sarcástica com ele. É meio uma auto-sabotagem, como se o fato de você não acreditar impedisse de sofrer. E fica esse conflito interno, porque eu sinto tudo muito. É profundo, dure o tempo que for.

Aliás tempo, nesses casos, é o que menos importa. Uma mulher pode ficar marcada por uma noite com alguém, durante anos. Uma pessoa - corrigindo - pode. É como se sempre ao olhar para trás, aquela lembrança estivesse lá, acenando para você.

Nos dias de hoje, dá medo ser romântica. Dá medo acreditar no amor e achar que só você embarcou nessa onda. Talvez por isso as pessoas se sintam cada vez mais sozinhas; porque se o coração não for preenchido é quase como se você não tivesse vivido aquilo. As vezes se ama sem mesmo falar eu te amo. Como disse Celine, costumamos pensar que esse tipo de encontro acontece aos montes. Mas a conexão com uma pessoa é difícil de se estabelecer, quando de verdade. Não acontece todos os dias, com as milhares de pessoas que cruzam com você.

E mesmo depois, se essa pessoa for embora, é como se a conexão nunca sumisse. Porque ela existiu uma vez. E isso basta pra criar uma história de amor; uma história que seja descaradamente romântica.

PS-Da minha parte resolvi dar um tempo em qualquer história. Ou melhor, em uma história qualquer. O frenesi dos mil encontros nunca foi pra mim e nunca será. Vou ficar na minha, até o próximo Sr. Lane se manifestar.
enviada por Lucy



24/01/2005 01:26
Pensando bem...

Em tudo o que a gente vê, e vivencia... e ouve e pensa... Não existe uma pessoa certa pra gente. Existe uma pessoa que se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada.

Porque a pessoa certa faz tudo certinho, chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas, mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas. Aí é a hora de procurar a pessoa errada.

A pessoa errada te faz perder a cabeça... fazer loucuras, perder a hora!!! Morrer de amor...

A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar que é pra na hora que vocês se encontrarem a entrega ser muito mais verdadeira.

A pessoa errada é, na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa.

Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas... Essa pessoa vai tirar seu sono, mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível...

Essa pessoa talvez te magoe e depois te enche de mimos pedindo seu perdão!

Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar 100% da vida dela esperando você. Vai estar o tempo todo pensando em você.

A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo porque a vida não é certa. Nada aqui é certo!!!

O que é certo mesmo é que temos que viver cada momento, cada segundo amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo, conseguindo e só assim é possível chegar aquele momento do dia em que a gente diz:

"Graças à Deus deu tudo certo"... Quando na verdade tudo o que ele quer é que a gente encontre a pessoa errada pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra gente...


*Esse texto foi gentilmente enviado pela querida amiga Jéssica. Ela encontrou sua pessoa errada, mas que faz tudo parecer certo.
enviada por Lucy



18/01/2005 23:19
Ao som de "Teatro dos Vampiros", do Legião Urbana*

"Nesses dias tão estranho, fica a poeira se escondendo pelos cantos...". Não dá pra saber se sim ou se não... Tem dias que tudo parece muito estranho, meio sem nexo. Você se revolve na cadeira, rola na cama, olha para o teto e fica pensando, pensando, porque tem algum pontinho que está te cutucando a mente.

Nem posso dizer o que é porque nem sei direito. Só dá pra ficar com aquela sensação de "ai, que estranho isso". Martela daqui, martela de lá... uma hora a sensação passa, mas até que o tal incômodo tome forma, você não fica totalmente livre. Filosofias da vida moderna...

*essa história de musiquinha tema eu puxei do blog da minha querida amiga Mary
enviada por Lucy



14/01/2005 10:57
O mundo é justo quando:
-pelo menos você tem o MSN do rapaz bonito e inteligente do curso de cinema para o caso de ele ficar solteiro (pensamento positivo)
-você trabalha com um monte de gente legal (só pra variar)
-você tem boas idéias para mudar a sua vida
-você conhece pessoas novas interessantes
-passa uma noite inteirinha e você consegue dormir bem, sem insônia, sem passar frio ou calor e acorda com um sol lindo
-faz um dia lindo mesmo quando você está triste
-você consegue dormir ouvindo o barulhinho da chuva
-seu novo acompanhante é alto, moreno, charmoso, inteligente e está com você no exato momento em que algum ex passa no mesmo ambiente (sensação de poder)
-você pode comprar sapatos em liquidações
-sua memória apaga os micos que você anda fazendo recentemente
e as coisas ruins que aconteceram com você
-você vai no cinema e assiste a um filme maravilhoso como "Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças" ou "Má Educação"
-você percebe que ainda tem muuuuuuuito o que aprender para ser uma boa (razoável) jornalista cultural, mas consegue reconhecer os próprios progressos

O mundo é injusto quando:
-o cara mais inteligente que você conheceu no curso de cinema é um gatinho, combina com você e tem namorada (reforçando a sensação de que os melhores homens já estão ocupados)
-você acorda no outro dia e ainda consegue lembrar o que fez quando estava na balada, tomando cosmopolitan e marguerita (ai Deus, nem quero lembrar)
-seu chefe tem uma namorada que acha que rabanete é objeto. (definição da mesma para objeto: tudo que dá para pegar com a mão)
-seu chefe é gatinho, mas é seu chefe (pensando bem, isso não é tão ruim...)
-o agente de viagens pergunta se você vai viajar de férias sozinha e faz aquela cara que franze a testa quando você responde que sim. Ainda emenda dizendo "se você conseguir arrajnar alguém pra ir junto, o preço fica em XYZ".
-chove no dia em que você está de sandália e seu pé fica todo molhado e gelado
-seu cachorro derruba o controle da TV e quebra o (agora sim) objeto obrigando-a a sair da cama para mudar de canal e aumentar o volume (raivas!)
enviada por Lucy



14/01/2005 10:03
Ainda sob os efeitos do álcool, decidi ontem que, às 2 e meia da manhã, era hora de eu finalmente ver o último DVD da última temporada de Sex and the City. Pois bem. Eu vi. E chorei em alguns momentos. Mas o mais importante - com quem vai ficar Carrie, me deixou um pouco desapontada. Antes de ver este último disco, eu assisti novamente à primeira temporada. E o Big é um mega, super, gigantesco filho da mãe com a minha heroína. Lembro-me que da primeira vez que assisti encontrei milhares de semelhanças entre ele e um passado VIL e CALCULISTA que eu tive. Algumas lágrimas caíram daquela vez e outras caíram desta também.

Mas o principal: Mr. Big deveria ter dado milhares de explicações a Carrie quando resolveu falar pra ela "eu te amo". Como assim "eu te amo" depois de seis anos sendo um egoísta insensível? "Eu sei que eu errei" não foi suficiente. Fiquei com a impressão que em algum momento do mundo do entretenimento vão fazer a sétima temporada da série para mostrar a vida de Carrie e Big juntos.

Outro ponto que me chamou atenção, claro, foi o encontro das amigas. A convivência familiar na sociedade americana quase não é mostrada depois que a pessoa chega a certa idade. O indivíduo só tem os amigos - diferença entre culturas latinas e saxônicas. As amigas são tão fundamentais na vida de Carrie que fiquei comovida. E cheguei a conclusão de que lá na tela essa amizade funciona perfeitamente. Mas no mundo de Matrix ela talvez não exista. Ou talvez ela exija graus de maturidade dos indivíduos para existir.

Enfim, ainda estou um pouco de ressaca. E dormi apenas cinco horas essa noite, já que a fita acabou quatro da manhã. É um pensamento que precisa ser desenvolvido. Em todo caso, reflexões de Sex and the City estão totalmente inseridas na minha vida.
enviada por Lucy



14/01/2005 09:51
Porque as garotas boazinhas sempre conseguem tudo que querem? Entende-se por boazinha aquela que na realidade não é. Explico. A good girl é na verdade uma dissimulada, já que finge ser boazinha para que os outros, principalmente homens, acreditem nisso.

As boazinhas conseguem tudo: pessoas para protegê-las no trabalho, a simpatia do chefe ou outro superior, amigos homens que lhe elogiam a beleza ingênua e, claro, bons namorados que pagam as contas, retornam as ligações e são legais, na maior parte do tempo (já que homens nunca são legais todo o tempo).

Ela ainda consegue os mais bonitos e interessantes já que é capaz de esconder sua personalidade na capa de good girl para parecer o mais inoensiva possível. Você pode perceber que a menina boazinha não abusa do preto e nem usa decotes. Ela é "amiga" dos meninos e sempre tem uma opinião politicamente correta; faz caras e bocas quando o assunto é sexo, atestando sua falsa falta de conhecimento no assunto. Elas concordam com a maioria para não causar conflito e gostam de pedir ajuda para os meninos, para que eles resolvam assuntos como abrir a tampa da garrafa ou indicar o melhor lava-rápido. Tudo que não exige da outra parte muita destreza intelectual ou exibição de força física.

Do outro lado estão as bad girls. Elas bebem, fumam, usam decotes ou saias curtas. Abusam do salto alto, do batom e do perfume. Estou falando daquelas que sentem-se poderosas em sua condição de mulher e não daquelas que fazem isso por causa do sexo oposto.

Essas mulheres têm personalidade forte o suficiente para não esconder suas preferências e opiniões, em geral mais elaboradas que a dos homens. Mas a principal diferença é: elas falam o que pensam. A sinceridade é algo que a maioria dos homens não aguenta nem em flertes, que dirá em relacionamentos. Afinal, uma mulher sincera expõe suas fraquezas e por isso espera-se que o outro lado faça a mesma coisa. Claro que isso não acontece.

Particularmente estou farta das good girls. Elas conseguem tudo, sempre. Elas vencem o jogo, sempre. As bad girls podem ser mais divertidas, verdadeiras, inteligentes, mas não adianta nada disso. Afinal elas são uma ameaça em potencial, incapazes de serem controladas. Num mundo onde as relações estão se tornando cada vez mais superficiais, vale mais ser uma dissimulada feliz ou uma autêntica encostada na parede do corredor dos relacionamentos?
enviada por Lucy



07/01/2005 00:38
Houve um tempo na vida do individuo feminino em que comer era a maior festa - e não a maior tortura. Quando se é criança, só o que se ouve de mães, tias e outros familiares é "come filhinha...". Ou então, "filha, vc não vai comer nada?". A menininha pode apostar alegremente com seus irmãos quem come mais, pode se esbaldar na batata frita ou ficar com a cara suja de sorvete. Aquilo chamado caloria, nome que você só descobre existir anos depois, vai parar direto nos seus cabelos (já reparou como cabelo de criança cresce rápido?).

Mas passa o tempo e eis que a puberdade e todas as suas encucações massacrantes se apoderam da vida da pobre jovenzinha. Algumas, ficam tão paranóicas com a fixação pelo peso ideal (o qual não se sabe porque, significa estar 20 quilos abaixo da medida de sua altura) que fazem verdadeiros jejuns alimentares.

No colégio, gordinhas e magricelinhas são zoadas. As baixinhas e as altonas também. Então digamos que não tem muita escapatória. Depois dos 16 anos, no entanto, qualquer dobrinha é vista com terror, pavor. Se torna motivo de depressões e de vergonha. Hoje, e parece-me que cada dia mais, o ideal de beleza bombardeado na na mídia (aquele ser monstruoso maligno e sem forma) faz você se sentir gorda mesmo que passe o dia inteiro a base de granola e água. Não é à toda que explodem os casos de meninas sofrendo de anorexia ou bulimia. A infelicidade está em cada garfada que as mulheres, jovens ou não, colocam na boca. É quase como se elas estivessem assassinando suas chances de serem belas.

Na minha adolescência não sofri com esse tipo de coisa. Não era a mais magra da turma, nem a mais gordinha. De certa forma, o mundo era um pouco mais ingênio e menos artificial, sem as adolescentes pintadas ou as jovens siliconadas da atualidade. A impressão que tenho é que, apesar de ideiais de beleza sempre existirem, eles nunca foram usados como sinônimo de felicidade, tal como está acontecendo hoje. A imagem que se propaga é a de que corpo em forma (mas que forma?) significa aceitação. Qualquer pessoa que saia desta fôrma, parece defeituosa.

Junto a isso, vemos homens e mulheres cada vez mais supeficiais. É um fenômeno que está ligado a essa exaltação absurda de um ideal de beleza propositadamente inatingível. Quanto se consome de produtos para emagrecer, alimentos light ou diet, horas de ginástica, sessões de emagrecimento rápido? As pessoas se alimentam mal, vivem mal e estão sempre insatisfeitas. É tudo tão falso quanto as propagandas de cerveja que mostram mulheres magras ao lado de inúmeras latas da bebida. Desculpe, mas dois proveitos não cabem em um saco só, já diriam nossos pais.

A mulher é a principal vítima desse barato todo. Ela está sempre sendo avaliada não só pelos homens como por outras mulheres mesmo. Hoje em dia, nenhuma de nós consegue mais comer em paz, sem contar a quantidade de calorias do prato ou sem se sentir culpada por repetir a sobremesa. É uma veradeira ditadura, da qual ninguém será mais capaz de se livrar. Pior é pensar que as pessoas, cada dia mais, julgam as outras pelo quanto elas pesam, como se não bastasse suas consciências, massacrando-as por causa do próximo pedaço de pizza ou do copo de refrigerante que não é diet.

Comer é um ato de prazer. Claro que exige auto controle, como tudo que é prazeroso. O que se vive hoje é quase um flagelo diário: tudo que se come passa primeiro pelo crivo do seu cérebro, que dirá se você está sendo gulosa e depois pelo seu estômago, que pede por alimento. É só reparar como isso já se tornou uma constante. Eu da minha parte continuo nem gorda nem magra, fazendo esforço pra comer sem sentir culpa. Mas confesso que minha sobremesa hoje tinha uma tarja light no alto da lata.
enviada por Lucy



06/01/2005 22:59
Ontem adquiri a primeira temporada de Sex and the City. O vício continua. Ainda bem que só faltam duas - no caso as mais caras. Da próxima vez vou me viciar em algo mais baratinho... tipo coleção de canudinhos...
enviada por Lucy



30/12/2004 01:42
Feliz Ano Novo, Happy New Year, Feliz Año Nuevo!!!
Desejo aos meus leitores (poucos mas assíduos) que 2005 comece e termine de forma muito agradável e marcante. Que todos aprendam muitas lições, sem ter que bater a cabeça tantas vezes. Desejo que faça mais dias de sol do que dias nublados, que chova somente quando você estiver bem protegido e que, quando precisarem, tenha alguém por perto para oferecer um cólo.

Desejo que as pessoas dêem mais valor à suas vidas e tomem o controle de seus destinos nas mãos, mesmo que isto seja apenas uma ilusão para se viver melhor. Afinal, o que é a vida senão um monte de ilusões que procuramos alcançar a cada dia.

Apesar de cética e jornalista, sou uma otimista nata. Em 2005 pretendo retomar a boa forma e pensar que sempre, TUDO pode dar certo. Como dizia a música da Xuxa, nossa ídola infantil (é por isso que somos assim, aptos para a terapia) - "Tudo pode ser, só basta acreditar. Tudo que tiver que ser, seráaaaa". Lua de Cristal, para quem não se lembra. Ano que vem tem mais.
Bang, bang
enviada por Lucy



30/12/2004 01:29
Eu não ia fazer listas de objetivos para 2005... é meio frustrante se depois a gente não consegue alcançá-los. Mas não tem problema. A vida é um eterno perde e ganha, como já diz um música qualquer por aí que não me lembro agora. Seguem sete tópicos que procurarei alcançar no ano que entre, como boa mulher superior que sou:

1)Manter a paz e o equilíbrio interior. Se possível, atingindo o nirvana existencial - minimizando qualquer ponto negativo da vida
2)Fazer uma poupança ou um investimento para poupar - e não gastar - meu rico dinheirinho
3)Me tornar uma mega empresária do mundo internético (hehe)
4)Viajar para no mínimo dois lugares que eu nunca fui na vida
5)Fazer muitos novos amigos. Conhecer pessoas bacanas com as quais eu possa trocar coisas. Estou sentindo falta de novidade
6)Fazer alguma atividade para ajudar o próximo. É muito triste quando a gente só pensa no nosso próprio mundinho, não olha em volta e não auxilia quem precisa de uma mãozinha
7)Ser feliz o máximo que eu puder: aproveitar o que a vida tem de bom e não encucar com as possíveis decepções com as pessoas. Acima de tudo, aprender melhor a lidar com as frustrações. Isso é muito difícil... mas eu nunca gostei do fácil mesmo.

Essa post foi mais um texto patrocinado por biscoitos chineses Yang Ying... o verdadeiro biscoito filosófico!!!
enviada por Lucy



30/12/2004 01:15
Antes que fique muito tarde para comentar o Natal, vamos lá!
-XYZ calorias absorvidas na ceia natalina. O importante é que a calça foi e voltou do mesmo jeito
-1 costas queimadas parecendo pimentão por eu querer tomar todo o sol do ano em um dia só
-550 mil horas de convívio familiar extremo com tios, tias, pais, irmãos e dois cachorros. Alto grau de isolamento para os próximos dias...
-3 "gostosa" gritados na praia para o meu biquini novo. Bom, mas caminhoneiro
-Meia dúzia de homens bronzeados e com barba por fazer... claro, tudo porque eu estava entre familiares
-150 comentários, aproximadamente, sobre a minha vida afetiva. Entre eles, pérolas como "o que aconteceu com aquele jornalista que você saia?", "você tem que ir aonde tem 'gente bonita'", "como vai o coraçãozinho?" e a mais consoladora de todas "você vai encontrar alguém especial, a sua metade da laranja". Excelente!
-1 milhão e quinhentos mil bons pensamentos enquanto eu tomava vinho e lia à beira da piscina
-Dois biquinis novos
-Dois livros novos
-UM DVD MARAVILHOSO DO U2!!!!! (Live From Boston)
-1 churrasco com chuva
-1 telefonema do Julian para me desejar Feliz Natal e Ano Novo
-1 amigo secreto entre a família - o qual foi bem divertido
-1500 fotos natalinas
Ai, acho que foi isso. A minha memória, como todos sabem, continua precária. O importante, no entanto, é aproveitar esses dias de ano novo e dar um tempo pra si mesmo. Relaxar e deixar as coisas fluirem. Abraços e feliz Natal!!! (atrasado)

enviada por Lucy



30/12/2004 01:03
Estava eu navegando na internet afim de obter idéias para o super QUIZ do site de Quem que eu estava criando quando me deparo com a coluna de Ricardo Feltrin na Folha Online. Fazia muito tempo que eu não lia. Confesso que gastei um bom tempo lendo os links anteriores e dando muita risada. O cara é "sem noção" total. Além de chamar a apresentadora Eliana de Eliana Dedinhos (ou Eliana Little Fingers) e o marido (excelente) dela de Eduardo Dedinhos Guedes, ele ainda transcreve a risada manjada do Silvio - Santos - "ha ha haeee". Hahahahaha, fala sério.
Quem quiser conferir a eleição feita no site para apontar os piores da TV pode acessar Celebridades mais irritantes de 2004. Tem prêmios como "Sou um preciosidade da natureza". Muito bom.
Bang, bang
enviada por Lucy



28/12/2004 00:53
-Ser o chamado "do contra": se a maioria é PSDB, ele é PT; se torcem para o Corinthians, ele é São Paulo (ou Santos, tanto faz); se defendem o Bush, ele tem um cartaz "vote Kerry" pregado na porta do quarto... e assim por diante
-Ser um "E.T." dentro da família; possuir gostos diferentes do resto do clã, os quais são motivos de piadinhas constantes. É algo do tipo seus irmãos vibrarem com um filme do Steven Segall e acharem "Sobre Meninos e Lobos" muito parado. Isso para não falar dos olhares desconfiados para as produções espanholas, italianas, francesas ou dinamarquesas...
-Ter um vocabulário diferente do resto da família: palavras como prozaico, niilista ou perdulário podem ser comuns para você jornalista, mas tenha certeza de que entre manos e minas você será motivo de chacota e será acusado de falar igualzinho aos seus avós
-Ser viciado em alguma coisa: tipo café, cigarro, coca light, twix, capuccino, coxinha... claro que nenhuma das opções será saudável. Se você vir alguém falando que não pode viver sem um rabanete, tenha certeza de que ele não é jornalista
-Ter manias estranhíssimas: tipo só usar roupa preta ou repetir aquele sapato quando vai fazer alguma coisa importante. No meu caso, específicamente, estou com mania de carregar meus apetrechos para todos os lados onde me movo. Tipo assim: o CD novo do U2 que eu comprei há quase 1 mês nunca saiu da minha bolsa; ele não fica no carro e não fica em casa. Tem que dormir na minha mesa de cabeceira, mesmo não tendo rádio no meu quarto (????)
-Se dividir entre mundos totalmente diferentes. Explico: ser viciado em Cavaleiros do Zodíaco e em filmes de Truffault, ou em Bob Esponja e "Sex and the City" e cinema espanhol. Ou ainda em Capital Inicial e Djavan; ler Bridget Jones e Jean-Claude Bernardet. Hein! Uma coisa não tem nada a ver com a outra, nunca, jamais
-Se comunicar bem através de textos e explanações, mas ser uma catástrofe nos relacionamentos interpessoais. Amizades e romances dão um trabalho filosófico fora do normal
-Ser o mais completo anti-social: dá um super trabalho ter que dar bom dia, boa noite ou qualquer outro cumprimento para as outras pessoas "normais". Ninguém imagina como jornalista é fechado em seu mundinho. E não é por má vontade... é simplesmente por timidez ou completa falta de tato de lidar com as outras pessoas
-Ter ataques de mau-humor freqüentes. Sabe aquelas pessoas risonhas e felizes... esqueça, elas não são jornalistas. Os jornalistas podem ser chamados de "garotos-enxaqueca". Sempre andam com uma nuvenzinha em cima da cabeça, enquanto pensam em suas teorias conspiratórias
-Comentar os textos e respostas ditos pelos outros na televisão. Se você está vendo TV ao lado de um jornalista pode ouvir frases como "quem escreveu a cabeça desse jornal" ou "essa propaganda é estúpida e discriminatória"... Enquanto as demais pessoas prestam atenção na mensagem, a criatura está lá, refletindo sobre o sentido da frase usada
-Ser crítico e irônico. Alguns passam do ponto e se tornam verdadeiras malas sem alças. Outros têm seus momentos "mala". Jornalistas, no entanto, adoram fazer cometários irônicos, piadinhas sarcásticas e críticas aos feitos alheios. Geralmente são pagos só pra fazer isso. Mal pagos, é bem verdade...
-Inventar termos próprios de grupinho, tipo "brain of the year" ou "choro de miss", os quais ninguém mais vai entender nem achar engraçado. E não adianta explicar para os outros achando que vai ficar tudo claro. Não tem graça, a menos que você tenha participado da gênese do momento. Essa é uma característica jornalística totalmente segregatória (nem sei se existe essa palavra)
-Por fim, ser jornalista é palpitar sobre tudo, mesmo quando não é chamado. Perguntar constante "Do que você está falando", reclamar e falar pra caramba. Mas não raro, o jornalista é um bom companheiro de bar, conta histórias engraçadinhas, adora cerveja e sempre tem umas dicas de coisas inúteis e interessantíssimas para dar, como pór exemplo o endereço do blog do Berlusconi na Internet, o site onde você pode fazer brincadeiras de mau gosto com o Bush, detalhes da vida do Gael García Bernal ou ainda, te informar onde fica o melhor boteco da Vila Madalena. Afinal, é para isso que os jornalistas servem
enviada por Lucy



19/12/2004 00:37
Dois novos textos que merecem espaço em meu blog querido.
Primeiro: resenha de Alfie - O Sedutor. É a terceira da carreira oficial e acho que a melhor até agora. O texto é O homem que todo homem queria ser

Segundo: cobertura do show de gravação do DVD do Supla. Ficou tudo super completo: texto, fotos, áudio e música do novo CD. Só faltou uma entrevista com o Papito. Mas isso fica pra próxima. A matéria é Supla canta as mulheres
enviada por Lucy



19/12/2004 00:30
Sábado: encerramento do curso de cinema do Inácio. Muito legal. Quatro novos contatos. Marco, o rapaz que entende tudo de Godard tem namorada. Mais uma piada da vida. Questão do dia: será que todos os homens possivelmente interessantes têm namorada?
Domingo: Vou pular. Eu não me lembro o que fiz domingo passado. A memória continua piorando.
Segunda: Cabine do Alfie - O Sedutor. Filme bacana, todo homem deveria ver. Consegui ter várias idéias para a resenha.
Terça: Dia do "Amigo da Onça". Ganhei uma bonequinha em forma de bruxa. Se a carapuça continuar assim tão à mão acho que vou aderir ao personagem. Apesar de legal, o lugar da balada foi longe e meu chefe me enervou.
Quarta: Dia muito corrido. Quase morri cozida dentro do carro. Muito calor, muito trânsito. À noite teve a banca da Tati na Cásper - muito orgulho pela nota dela e pela apresentação. É tão bom ter a sensação de alívio pós-projeto. Estou cansada.
Quinta: Tive insônia das bravas. Acordei meio caco e cheguei atrasada no trabalho. Surtos durante o dia todo. Jantar com a Clau no Chicohamburguer depois de mais 1h30 de trânsito infernal. Quase morri cozida dentro do carro de novo. Sanduíche de salmão... humm! Duas horas e meia de conversa depois, um pouco mais de equilíbrio interno. Elaboração de um mantra interior pedindo para eu ser mais honesta com meus sentimentos.
Sexta: Dia da festa da firrrma. Vontade zero de trabalhar. Conversa surreal com o Tezzei pelo MSN. Calor e confusão. À noite, vodka, músicas da Xuxa, Menudos, sambão. Estou profundamente decepcionada com o que vejo. Tomei chuva pra esfriar a cabeça. Meu carro pifou na porta de casa. Tentativa sobre-humana de administrar mais uma frustração. Pensamento da madrugada: "como controlar sua raiva incontida sem parecer maluca". Desejos insanos de ter um saco de boxe me esperando no quarto. Dor no peito. Sensação de que as coisas não vão bem dentro. Revolta com determinadas pessoas que não saem do seu caminho. Tomo banho e durmo tentando ver Ladrão de Casaca, que passava na TV às duas e meia da manhã, depois de alugar a Cláudia pra conter a minha sanha assassina.
Sábado: Preguiça mortal de sair da cama e lavar o cabelo que está uma mistura de suor, chuva e cheiro de cigarro de ontem (argh!). Acordo as nove, mas só saio da cama às 11 e meia. Ainda há vodka pela corrente sanguínea. A raiva também está lá. Aperto. Tarde "agradável" em família. Organizar as coisas para o final do ano. Encontro com a Nath e a Clau no fim da tarde. Durou cinco horas. Muitos milhões de palavras e teorias. Agradecimentos eternos à Claudia que me entende melhor do que eu mesma. Melhora significativa na sensação de confusão e decepção. Encontro estranhíssimo com seres do passado longinquo - Sérgio Amadeu (???). Constatação irremediável que o passado me persegue por puro e simples capricho do destino.

Vou terminar a noite assistindo Sex and the City ao lado do meu cachorro e tentando ser uma pessoa melhor pra mim mesma.
enviada por Lucy



10/12/2004 23:19
Finalmente nesta quarta-feira, 8 de dezembro, contemplei uma das minhas ídolas. Norah Jones e sua simpatia estiveram no palco do Via Funchal por quase duas horas. Eu achei que ia chorar a valer, mas não aconteceu. Na verdade, e graças a Deus, as músicas lindas da cantora não ficaram associadas a ninguém do meu passado. Não mais, é melhor dizer. De nenhum dos dois CDs. Ufa!

Me arrepiou ouvir ao vivo as canções que eu já sei de cor e que me deixam pensativa sobre as coisas. E a voz dela é seimplesmente maravilhosa. Além de talentosíssima, ela é mega simpática. Uma fofa; fiquei com vontade de ir até o camarim e falar "Hey Norah, quer ser minha amiga?".

A minha companhia foi muito boa também. Fui com a minha prima/irmãzinha Flavinha, tão fã quanto eu. Outra fofolina! Por isso, não podia ter sido melhor.

Quando eu for pra New York ou qualquer oura cidade do mundo, e Norah estiver cantando, prometo fazer o impossível pra estar na platéia outra vez. Ela é simplesmente demais. (ok, ainda estou babando, babando...)

PS-No site de QUEM tem a minha espécie de resenha sobre o show. Tá mais pra babação na moça, eu sei, mas acho que ela merece. O texto chama Norah Jones: talento arrebatador.

Bang, bang
enviada por Lucy



05/12/2004 22:41
Sábado. Sensação de estremecimento. Nas mãos, no corpo. A visão explica. Mas a sesnação é triste: quanto tempo eu perdi vivendo uma ilusão? Nada em comum; um estranho. Dois universos, nem mais dois planetas. Ilusão, ilusão, ilusão.
enviada por Lucy



25/11/2004 23:55
De tempos em tempos adquiro um modelo de fixação masculina. Já passei por gatinhos de malhação na minha adolescência, George Clooney e sua filmografia, Santoro, Hugh Jackman, etc, etc. Mantenho esse comportamento primeiro porque nunca deixarei minha parcela adolescente reprimida em seus arroubos; e segundo porque o que é bonito e atraente, tem que ser olhado. Pois bem. Aí entra Gael Garcia Bernal, mexicano, 26 anos, moreno e talentoso. A femme fatale mais apreciada por Almodóvar. Rumores de que o próprio cineasta tenha se apaixonado pelo rapaz correm por aí, mas isso não me admira. Basta ver os milhares de closes que o espanhol dedicou ao guapo ator em Má Educação.

Quem assistiu ao filme sabe que o corpo de Gael foi mostrado em quase todos os seus ângulos. E a cena da piscina foi inesquecível para a maioria da platéia feminina, que agradeceu de coração a paixão contida de Almodóvar por sua estrela. Claro que depois de ter se recuperado daquilo que tinha visto.

Gael tem carisma, é daqueles que carregam um filme ruim nas costas sem você perceber. E quando tem um grande papel, brilha e ofusca os outros na tela, mesmo que em representações minimalistas. Os atores de sucesso geralmente possuem um magnetismo próprio, que atrai todas as pessoas. Gael tem isso.



E além de apreciar seu talento, meus hormônios não podem deixar de se manifestar gritando que Gael é charmoso em seu jeito de menino carente, sensual na maneira como olha os outros em cena, e estiloso, mesmo dentro de um tipo que não foge tanto ao convencional.

Ahhhh Gael. Quantas vezes nós mulheres não desejamos que rapazes assim cruzassem nosso caminho, segurassem nossas mãos ou nos prensassem contra a parede. Ainda bem que podemos vê-lo, ainda que não possamos sentí-lo. Minha adolescente interna está morrendo de felicidade com sua nova descoberta de "homem perfeito". Deixo-a feliz com seus sonhos de menina e serei espectadora cativa do meu mais novo eleito nos cinemas da vida.

PS-Clooney, por sua vez, é tal como Carrie definiu em um dos capítulos de Sex and The City: "George Clooney é como um Channel. Nunca sai de moda".
enviada por Lucy



24/11/2004 00:18
Poucas são as coisas das quais sou realmente fã, possivelmente fanática. Quando o assunto é música, tenho algumas paixões. Entre elas U2, banda que a cada dia que passa eu gosto mais e mais. Progressão geométrica.



Comprei o CD novo, que saiu oficialmente ontem (22 de novembro). Pode ser opinião de quem adora, mas o CD está incrível. Adoorei TODAS as músicas. Tem "Vertigo", que foi solta antes e é uma daquelas de fazer chacoalhar, que nem "Beautiful Day", "Walk On" ou "Elevation". Tem baladas romãnticas, tem um canção feita especialmente para Nova York, tem a voz do Bono, tem a guitarra do The Edge, tem a personalidade inconfundível do grupo. E isso acho que é o mais importante.

No DVD que vem junto com o CD, o Bono fala algo sobre música e as composições que ele já fez. Bono disse que canções eram como perfumes. Diferentemente de um filme, que você assiste e depois esquece, uma música pode fazer parte da sua vida. Ela adquire significado próprio, quando bem feita, e passa a retratar um momento seu, particular. Como um perfume. Por isso são eternas.

Ele disse que o U2 já fez vários perfumes. E alguns foram muito bons. Considera também esse um dos melhores álbuns. Porque foi escrito em momento especial para todos, principalmente para ele, pois seu pai estava com câncer e mesmo assim, ele continuou trabalhando.

O fato é que quando ouço a maoria das músicas do U2 me sinto muito bem. Prova de que a reflexão de meu querido Bono está certíssima. As canções adquirem um sentido todo especial. E é como se eles estivessem do meu lado, cantando pra mim. Sinto muita força na voz dos caras.

Como diz o refrão de Vertigo... " I can feel, feeeeeeel"...
Yeah, yeah
enviada por Lucy



23/11/2004 23:46
Cadê o verão? Alguém pode me dizer? E a primavera? Quando vamos passar um calor de rachar nessa cidade de concreto? QUANDO? Estou querendo saber! Já deu sair de casa com guarda-chuv